quinta-feira, 19 de maio de 2011

As tais palavras.


Foram três anos de paz. Depois de você foram tantos outros.  Com meta estabelecida era simples, não se envolver.
Saindo de casa com uma armadura protegendo o peito contra toda a dor que eu passei por ter te perdido, protegida contra toda maldade do mundo. Jogo invertido, controlar a minha vida.
Eu que nem fumava nem bebia, Depois de você foram noites em claro, porres intermináveis, drogas e um vazio.
Eu tive tudo, fui plenamente feliz com os sentimentos que o amor poderia me oferecer, te amei com o sentimento mais puro e o coração de uma criança.
Suas promessas de amor infinito e pra sempre me faz considerar ainda mais o fato que palavras ditas, são apenas palavras ditas.
Tive paixões enlouquecedoras nesses anos, aquelas de tirar o fôlego.  E essa coisa toda só acabava pra mim quando ouvia as mesmas palavras ditas por você.
Você prometeu, aliás você “pometeu”  que não iria me deixar, que o nosso amor era o maior presente que Deus poderia ter te dado.
E depois de todo esse tempo decidi te tirar de mim e entender que nem sempre as palavras ditas eram só palavras ditas que elas poderiam ser sentidas.
Aí então apareceu ele seus cachinhos, suas costas enormes e a capacidade de estar me fazendo rir a cada três segundos da maneira que ele penteia o cabelo, da forma como dormimos abraçados e de como ele faz uma “lagoazinha” de catchup e maionese quando está comendo um lanche.
Ele me fez rir da vida, me fez rir pro seu João, o segurança da minha rua mesmo com aquele apito chato que me acorda todas as noites, me fez rir de mim e as manias esquisitas, e me fez lembrar ele todas as noites antes de dormir.
E quando chegou o momento de ele dizer as tais palavras a dor se antecipou e eu desisti, desisti de tentar fazê-lo feliz, desisti de tentar ser eu.

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